quinta-feira, 28 de maio de 2009
Genovaidade
Só que o senso comum não sabe de porcaria nenhuma, porque o ruim mesmo... o ruim mesmo é ser vaidoso sem a ajuda da genética.
domingo, 24 de maio de 2009
Notícias que não mudaram sua vida
E, para começar, PRINGLES!
Justiça britânica define que Pringles são batatas
"Sempre achei que fossem berinjelas" - Giovana Conciani
É meus camaradas, cada coisa sem noção não? Claro que a notícia não é tão viajada quanto parece. Na verdade, o fabricante da Pringles alegava que, pelo de apenas 42% do produto ser efetivamente feito de batata, ela não deveria entrar na categoria de aperitivos, que inclui as "batatinhas de saquinho" e assim não precisaria pagar um imposto lá. Meu, bem safado esse fabricante não? Para mim, isso é reclamar de barriga cheia. Deixa o cara ir para um país com taxas de impostos bem mais altas para ele ver só o que é ter riqueza roubada pelo Estado! HAHAHA
E aí, sentiu-se mais feliz depois de saber que Pringles são agora, oficialmente, batatas? Eu, pelo menos, tive o domingo salvo por essa notícia! HAHA
Falou meus camaradas, boa semana!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Windows Live Messenger e a refinada conversa contemporânea, O Retorno
"Oláá"
"Como eh q c tah?"
"Tô legal, e vc?"
"Toh bem tbm :B"
"Ótimo! E aí, algo de útil pra contar?"
"Ain... nem tenhu... i vc?"
"Tbm não"
"=("
":/"
"Ow, dexa eu ti falar! Sabia q discubriram a cura pru cancer?"
"=O"
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Uma vez eu disse...
Na verdade, eu era feliz justamente porque não sabia!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Seninha, o Cão Feliz
domingo, 17 de maio de 2009
Poeira e ossos
Tentou mais uma vez acender um cigarro e mais uma vez falhou. Não era a chuva, mas sim o isqueiro o problema. Não tinha mais gás, não produzia chama. E nem um tostão para comprar outro, tsc. Como é que conseguira chegar tão fundo? Parecia que ainda naquela manhã todas as louras, morenas e ruivas mais gostosas do sul do país estavam a fim de dormirem com ele e agora.. nada. De qualquer forma, não precisava delas mesmo. Vadias, se pudessem trepariam com seu cartão de crédito. Agora valorizava as prostitutas - essas sim eram honestas! Faziam por dinheiro e não escondiam isso com falsos sorrisos e carícias planejadas. Ugh.
Encolheu-se ante uma rajada mais forte de vento e apertou o passo. Precisava encontrar um lugar para se abrigar e não demorou muito para ver onde seria: na esquina havia uma casinha de madeira com luzes acesas e fumaça saindo da chaminé. Na entrada, uma placa grande balançando com o vento dizia "Bar do Huth". Rodou a maçaneta e entrou, imediatamente sentindo o cheiro forte de plástico queimando - seres imundos, não possuiam nem lenha decente para colocar na merda da lareira. Olhou ao redor enquanto agitava os cabelos louros, rebeldes e molhados. Passou a mão pelo queixo onde crescia uma barba mal feita. O lugar estava quase deserto, repleto de fumaça. Uma jukebox tocava alguma coisa do Tom Jones. Sentou-se ao balcão, estirando por ele os braços molhados.
- Quer alguma coisa? - perguntou o dono do lugar, um gordo usando um avental sujo. Pergunta estúpida. Por que diabos alguém entraria num lugar se não quisesse nada? Gentinha.
- Fogo. E o jornal mais recente que você tiver aí. - falou com voz baixa, nem dirigindo o olhar para o gordo. Virou-se de modo a colocar os cotovelos no balcão. Estava completamente ensopado, talvez exceto pelos pés, protegidos pelas botas de couro. Couro legítimo, mil e trezentos dólares. Levantou-se e foi até a jukebox, que agora tocava Michael Jackson. Se não estava enganado era aquela música lá, como é mesmo o nome? Thriller! Isso, aquela com os zumbis. Deu uma olhada nos artistas disponíveis até que encontrou alguma coisa que servisse. Pressionou o botão respectivo e voltou ao balcão, em cuja superfície estavam agora um jornal do dia anterior e um isqueiro. Um isqueiro rosa choque.
Acendeu um Lucky Strike com um movimento treinado e começou a correr os olhos pelas notícias da primeira página enquanto o som antigo, quase esquecido, do Sister Whiskey começava a ecoar pelo bar. Nada que fosse de interesse do homem, até ver uma notícia de rodapé:
"Casamento da mais nova dos Zanafo ocorre com cerimônia pomposa e uma festa de muita ostentação"
O resto do texto falava sobre a cerimônia, leia mais nas páginas C4. Engraçado. A vida era algo realmente engraçado. Lembrava-se de quando estivera com aquela garota, agora casada. Era uma boa moça, não fazia pelo dinheiro. Mas aí as coisas começaram a desandar para o velho Thompson, tudo foi saindo do controle até chegar ao ponto da insustentabilidade. Distanciou-se da garota sem nem se despedir, foi se isolando e sendo isolado. Ninguém mais queria saber do louro problemático que perdia dinheiro em apostas e se tornava violento quando dava uns tragos a mais. O circo das celebridades estava fechado para David.
- Foda-se. - abriu o jornal na página de entretenimento e leu a continuação da notícia, mil imagens voltando à sua cabeça. Via-se sobre a garota em um puff de um quarto gigantesco, o dela claro. E essa imagem era cortada por outras, todas se sobrepondo de maneira confusa, como as múltiplas reflexões em um espelho quebrado. Não havia mais nada na vida de David Thompson, não sobrava mais nada.
Exceto, talvez, poeira e ossos.
Pediu um whiskey para o cara gordo. A bebida veio em um copo sujo, horrível, talvez apenas melhor que o próprio destilado. Bebida barata e provavelmente falsificada. Dando de ombros, David virou um gole farto. Diabos, tinha só vinte e cinco anos e sua vida parecia uma porcaria de uma montanha russa. Chegara em Los Angeles discretamente, tocando em um bar ou outro, conseguindo agradar uns velhos babões, veteranos da guerra do vietnã. Com suas habilidades de marketing e propaganda, conquistara alguma visibilidade. E daí, as coisas foram correndo por si só. Em instantes, aparecia em revistas rodeado de belas garotas, dava festas que eram cobertas pelos papparazzi. A vida era maravilhosa. Até o dia em que conheceu o jogo. Aposta atrás de aposta, derrota atrás de derrota, mas a esperança de ser o próximo a levar uma bolada de dinheiro para casa permanecia. Permanecia até o dia em que perdera a própria casa. Daí então sua estrada de declínio chegara a um ponto em que dar meia volta não era mais uma opção. Tudo havia sido destruído, transformado em poeira.
E logo, ele se transformaria em ossos.
Bebeu o resto do whiskey vagabundo em um só gole, amassou o cigarro nos jornais e se levantou, saindo pela porta da frente levando consigo o isqueiro, sem se preocupar em pagar. Não tinha dinheiro mesmo e aquele lugar, por pior que fosse, era quente e confortável de mais para alguém como ele. Deveria passar a noite na chuva e no vento, tremendo o queixo e refletindo sobre as merdas que fizera. Quem sabe, se desse sorte, não sobreviveria à mais aquela noite e tudo ficaria em paz. Porque, não importa quão longe você chegue, no final, só restarão poeira e ossos.
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Alguém que já tenha intimidade com uns personagens meus (ui), deve ter percebido que David Thompson é o pai de Christopher Connor Thompson, o C.C. - uma das minhas criações favoritas. Sem nada pra fazer, esse conto acabou me surgindo do nada e resolvi tentar passá-lo pro papel. O resultado foi isso aí. Talvez eu continue a escrever se houver mais inspiração. Assim vocês poderão saber mais sobre D. Thompson e, consequentemente, mais sobre seu filho que, nessa época, nem pensava em nascer.
Ah sim, só para constar, eu separei as narrações que envolvem o C.C. da área de contos. Elas agora ganharam um marcador exclusivo.
Até mais, bom domingo! (Ok, aí está um grandesíssimo paradoxo HAHAHAHA)
terça-feira, 12 de maio de 2009
Represálias & Mais
Alô, alô você!
Vamos começando mais um texto mui lindo, he.
Bem pessoal, gostaria de dizer que estou muito feliz com a repercussão da minha penúltima postagem. Por quê? Ora, eu faço um post, um mísero post sobre um comercial em que a FIAT - e não eu - chama, sutilmente, as mulheres de "Marias Gasolina" e como resposta ganho um blog rival! Que beleza, não? Acho que isso quer dizer que ainda tem gente que gasta um tempo lendo isso aqui. HAHAHA! Imagina se meu blog fosse para falar mal do feminismo e fazer piadinhas com mulheres? Acho que eu iria era ser assassinado logo de uma vez! QUÁQUÁQUÁ
Quero deixar bem claro que eu não estou fazendo guerrinha contra a mulher aqui! (Isso seria bem divertido, mas essa não é minha intenção). Agora, antes de mudar de assunto, aviso que adicionei o "blog rival" ali na seção de Links (canto direito).
Próximo tópico:
Quem está acompanhando, viu que estão sendo levantados muros em volta de algumas favelas do Rio de Janeiro para evitar que elas invadam a formação vegetal ao redor. Algumas críticas, que acabaram se revelando infundadas, diziam que as favelas iriam se transformar em uma espécie de burgo medieval. Bem, seja isso verdade ou não, o fato é que os traficantes já estão entrando no clima da Idade Média! Não entendeu?
Então, confira essa notícia!
Preguiça? Então só leia o trecho a que me refiro:
Durante a operação, além das drogas e dos veículos, os policiais apreenderam 11 pistolas, seis revólveres, quatro escopetas, três metralhadoras, um fuzil e uma espada, além de três granadas e munição para diversos calibres.
Aí está algo que eu realmente não esperava ler! Já imaginou? Daqui uns dias os bandidos dividirão as favelas em mansos senhorial, comum e servil. HAHAHA
Por enquanto é só amigos que agora eu vou ali cuidar da minha febre!
Sossego e paz no coração!
domingo, 10 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Mulheres, Carros e Comerciais
Vamos falar hoje sobre um assunto tão popular hoje em dia: o carro como ímã de garotas!
Minhas belas, por favor não atirem essas pedras! HAHA Não vou fazer um post machista dizendo que mulheres são seres vis, malévolos e sem coração que saem com os homens que possuem posses apenas para roubá-los e deixá-los na fossa, sofrendo de paixão, isso é assunto para outra oportunidade! (BRINCADEIRA! HAHAHA)
Brincadeirinhas à parte, é claro que o estereótipo da mulher Maria Gasolina tem agora mais força do que nunca e o que eu gostaria de ressaltar no post de hoje é o fato desse tipo de "mulher" já invadir a própria mídia. Faz um tempo que tenho visto um comercial do Fiat Stilo Blackmotion, frequentemente veiculado no Universal Channel (43, na tv paga) que mostra bem a mulher interesseira (e, acreditem, "mulher interesseira" não é, obrigatoriamente, um pleonasmo).
No tal comercial, um cara dirige seu belo carro conversível acompanhado por uma não menos bela mulher no banco do carona. Eles param em um cruzamento e então um Fiat Stilo Blackmotion para ao lado. O homem olha para a janela do Fiat e esta se abaixa, revelando... (música de suspense) a própria acompanhante do cara! Ele então, com uma cara de "Puta que pariu, que comercial sacana!", olha pro banco do passageiro em busca de sua companheira e vê que ela realmente sumira. Aí, para fechar, o narrador diz "Quem gosta de carro, não vai resistir".
Agora sim garotas, peguem as pedras e lancem, mas não em mim, na Fiat! HAHAHAHAHAHAHAHA
Olha, imagino eu que a empresa deve ter sido bastante pressionada por grupos feministas que se sentiram ofendidas com o comercial. Realmente, pode ser interpretado como uma piada de mal gosto, mas qual éé! Nós sabemos que, apesar de nem todas as mulheres serem interesseiras, existem aquelas que são. Então, qual o problema em levar a generalização como uma piada - porque, convenhamos, não acho que o comercial foi feito para ofender - ao invés de procurar encrenca?
Imagino que seja só isso por enquanto. Para quem não viu o comercial, segue o link (destaque para a trilha sonora. Se alguém souber o nome da música, por favor me avise!):
Agora vem a pergunta: Quanto é que custa um desse? HAHAHA

